A minha solidão é um Rio vasto
Poemas | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 23 de Maio de 2026 ás 19h 00min
A Minha Solidão É Um Rio Vasto
De Rosy Neves
A minha solidão é um rio vasto
Cheio de névoas e barcos esquecidos…
Nele navegam memórias sem rosto,
Como folhas mortas perdidas no infinito.
Às vezes, a lua desce silenciosa
Para banhar os meus pensamentos cansados,
E as estrelas, pequeninas conchas de prata,
Dormem sobre as águas do meu passado.
A minha solidão tem jardins submersos,
Onde flores de saudade ainda respiram…
Há pássaros feitos de lembranças
Que cantam baixinho dentro da neblina.
Caminho por margens invisíveis
Com os pés molhados de melancolia,
Enquanto o vento penteia meus sonhos
Como quem acaricia antigas feridas.
Mas há beleza nesse rio secreto…
Uma beleza triste, serena e profunda.
Pois dentro da minha solidão
Também florescem auroras escondidas.
E quando a madrugada se abre
Como um lírio branco sobre o universo,
Meu coração escuta o murmúrio das águas
E compreende o silêncio dos astros.
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