A Metamorfose do Afeto.

Poemas | Poesia Filosófica | Keila Rackel Tavares
Publicado em 16 de Julho de 2026 ás 10h 42min

No meio do caos da minha própria existência, surgiste tu: uma brisa leve e serena, que tocava a face e envolta em véus de mistério, dava alento à alma em seu próprio império.

Por um breve instante, cedi à doce ilusão, acreditando na eternidade dessa pacata estação...

Mas, a essência do tempo é a sua inconstância veio envolta em nuvens densas e encobriram nossa frágil aliança dissipando os castelos de sonhos criados.

A ordem cedeu lugar ao imprevisível, 

e tu, outrora uma doce e delicada brisa, tornaste-te o próprio ciclone, devastando o mundo que eu julgava invencível.

Veio o vendaval, a fúria e o desmoronar de tudo que eu acreditava. Transformando o acolhimento em lugar de desabrigo.

Hoje, contemplo o campo de batalha interno.

Recolhendo os fragmentos do que foi desfeito.

Sou agora um mosaico de rachaduras, que suporta, em silêncio e também em reflexão, o peso efêmero e trágico de uma tórrida paixão.

Keckel.

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