A LÁGRIMA QUE O VENTO LEVOU
Prosa Poética | 2026/2 Antologia Entre o toque e o silêncio | Lorde ÉgamoPublicado em 02 de Fevereiro de 2026 ás 15h 21min
A lágrima que o vento levou
Numa noite de verão, enluarada, aconchegante para se dar ao amor!
Aqueles jovens enamorados, naquela mesma pedra, lado a lado, sentados, quando ela resolveu falar:
“Meu bem, nosso amor chegou ao fim”
Chegara ao final paixão tão bela, com as carícias de vero amor. “Não sei se o amo completamente”, disse ainda, “temos um longo futuro, não quero vir a sofrer, nem me arrepender, tampouco fazê-lo penar. Soframos um pouco agora para não nos martirizarmos mais tarde” ponderou ela e partiu!
Demonstrando, ele, seu cavalheirismo e como prova de seu grande amor não impôs condições, não a subjugou, não se opôs à sua decisão.
Ali chorou!
Chorou a noite inteira até o amanhecer!
Chorou até o silêncio da madrugada!
Aquela despedida o transfigurava. Nunca, nada, tanto o abalara, mas ele se manteve incólume, apenas com seus olhos a marejar.
Quando ela se retirou deixou-o na pedra, sentado sobre a laje fria.
Doravante, a pedra que testemunhara ardentes beijos, testificava carícias mil e insanos desejos seria sua companheira!
Agora, ali estava vertendo em lágrimas!
Tamanha era a dor da partida da amada que seu soro lacrimal encharcou a pedra.
Ao amanhecer, no dia seguinte, sem ressentimentos, dirigiu-se à pedra e viu que estava seca, sem qualquer sinal de desespero ou lágrimas.
A brisa do vento que por ali passara foi amiga, companheira, camarada!
Secou suas lágrimas!
Enxugou seu pranto!
Levou a sua dor!
Devolveu a sua paz!
Enoque Gabriel, Lorde Égamo
Comentários
Prosa Poética maravilhosa!
SERGIO EDUARDO DA SILVADa Silva | 02/02/2026 ás 15:57 Responder ComentáriosLindo poema parabéns sucesso sempre
Maria Lurdes | 02/02/2026 ás 15:59 Responder Comentários