A incompreensão da morte

Poemas | Poesia Existencial | Rosilene Rodrigues Neves de Meneses
Publicado em 27 de Março de 2026 ás 16h 36min

Como compreender a morte

sem que ela doa em demasia?

Talvez não seja ausência,

mas um sussurro que se desvia…

 

Não é fim —

é curva no caminho,

um passo dado no escuro

que ainda guarda destino.

 

A morte, quem sabe,

não seja queda nem partida,

mas uma ponte invisível

entre margens da vida.

 

E nós, viajantes de instantes,

tememos o que não vemos,

mas há mistérios suaves

guardados no que perdemos.

 

Se os olhos choram saudade,

é porque o amor não morreu —

ele apenas atravessa

onde o corpo não seguiu.

 

Compreender talvez não seja

tirar dela o seu véu,

mas aceitá-la como passagem

de terra cansada ao céu.

 

E assim, pouco a pouco,

no silêncio que não fere,

a morte deixa de ser dor…

e se torna o que transfere.

Comentários

Perfeito

ADAILTON LIMA | 27/03/2026 ás 20:59
Responder Comentários

Falar sobre a morte não é tarefa fácil! Rosy Neves adentra, sem temos, a essa seara e nos faz um convite à aceitação! Seu poema sugere que a "incompreensão" se dá em virtude da nossa tentativa de ver a morte com olhos físicos, quando, segundo a proposta lírica, ela deveria ser sentida como evolução da alma e a preservação do amor através da saudade!

Lorde Égamo | 28/03/2026 ás 11:05
Responder Comentários

Olá! Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies.