A folha que o outono matou

Outono | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de Meneses
Publicado em 28 de Março de 2026 ás 11h 59min

A folha que o outono matou

não morreu de dor, mas de partida,

despediu-se em silêncio do galho

como quem entende a própria vida.

 

Girou no ar como um suspiro antigo,

dançou com o vento sua despedida,

e ao tocar o chão, tão leve e mansa,

virou memória adormecida.

 

Mas em seu fim havia um começo,

um sussurro secreto do tempo:

pois toda folha que o outono leva

volta em verde no renascimento. 

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