A flor ainda suplica por um amor
Pétalas macias,
cores desbotadas pelo tempo,
ainda se abrem em busca
de um toque,
de um olhar.
O sol que antes a beijava
com ardor,
agora a ignora,
preferindo outras mais jovens,
mais vibrantes.
A brisa que sussurrava segredos
em seus ouvidos,
agora silencia,
deixando-a sozinha
na vastidão do jardim.
As abelhas,
outrora suas amigas,
já não a visitam,
o néctar secou,
o perfume esvaiu.
Mas ela persiste,
erguida em seu caule frágil,
ainda suplica,
em silêncio,
por um amor.
Um amor que a veja
além da aparência,
que sinta sua alma
sedenta,
que a regue com carinho.
Um amor que a faça florescer
novamente,
que traga de volta
o brilho perdido,
a esperança adormecida.
A flor ainda suplica,
no jardim abandonado,
esperando,
sonhando,
amando.