Sinopse :
Uma madrugada interrompida por um silêncio incomum transforma a escuridão em um território de dúvidas, onde o medo cresce na ausência de respostas.
À Espera da Aurora
Geralmente, apagávamos todas as luzes da casa antes de dormir. Naquela noite, porém, resolvemos deixar a luz da área acesa. Ainda estávamos intrigados com o que havia acontecido na noite anterior.
Eram duas horas da manhã quando tudo mergulhou em um silêncio absoluto. Restou apenas o breu.
Levantamos devagar, iluminando o caminho com a lanterna do celular, a única luz que tínhamos naquele momento. Abrimos a porta com cautela e seguimos em direção ao portão. Destravamos a fechadura lentamente e o abrimos. Não havia ninguém. Apenas o vento atravessava a rua, balançando as folhas das árvores do outro lado.
Foi então que percebemos algo estranho: somente a nossa casa estava sem energia. A cidade inteira permanecia iluminada.
A mesma coisa havia acontecido na noite anterior. Embora não tivéssemos olhado a hora, acreditávamos que tudo ocorrera no mesmo horário. Talvez por isso o medo fosse ainda maior.
Estávamos no meio da rua, vulneráveis, sem qualquer meio de defesa caso fosse necessário. A madrugada estava gélida, e nós também, não apenas por causa do frio, mas pela insegurança e pelo medo que haviam se instalado naquele lugar.
Religamos o relógio de energia e entramos novamente em casa. A madrugada seguia envolta em dúvidas. Até hoje não sabemos se alguém o desligou de propósito ou se tudo aconteceu por uma causa natural. Tudo o que desejávamos era ver a aurora de um novo dia.
Religamos o relógio de energia e entramos novamente em casa. Até hoje não sabemos se alguém o desligou de propósito ou se tudo aconteceu por uma causa natural.
Tudo o que desejávamos era ver a aurora de um novo dia. E, quando ela finalmente chegou, trouxe o sono consigo. Conseguimos dormir, mas a sensação de vulnerabilidade continuou embalando nossos sonhos.