Chamas dançam do pavio à cera,

Minha última esperança.

Esperança de ver um mundo,

Esperança de me ver no mundo.

 

Ilumino entre folhas,

Buscando a palavra certa.

 

O couro que solta o verbo,

A cera queima minha mão.

Com as palavras pintadas a ouro,

Derretem como mel.

 

Por favor, não escorra,

Faça parte de mim.

 

Segurar, difícil é.

O passado escrito escorre pelas mãos.

Inspirar deviam, palavras?

Ou simplesmente mostrar?

 

Felizmente, a dança não acabou.

Comentários

Olá! Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies.