A chuva
Poemas | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 07 de Janeiro de 2026 ás 15h 30min
A chuva.
Gotas tímidas,
começam o bailado,
no asfalto sedento.
Cinza o céu,
pesado, prenhe.
A terra espera.
Um sussurro,
depois um clamor.
O ritmo aumenta.
Rios nas ruas,
espelhos líquidos,
refletindo a cidade.
Cheiro de terra molhada,
perfume que acalma,
memórias da infância.
Gotas grossas,
desenham na janela,
paisagens efêmeras.
A alma respira fundo,
liberta das amarras,
dança na correnteza.
A chuva lava,
purifica, renova.
Um novo começo.
O mundo silencia,
sob o véu aquático,
em contemplação.
Depois, a calmaria,
o sol espreita tímido,
arco-íris no horizonte.