A caverna de Platão
Conta-nos Platão em sua obra “A República”
que alguns homens, geração pós geração!
Desde crianças viviam aprisionados
não saiam, estavam na caverna acorrentados
não havia quem lhes desse a mão!
Com as costas voltadas para a entrada
no escuro breu daquela imensidão!
Uma fogueira produzia sombras, viam
de vultos do lado de fora, não compreendiam
para eles o mundo era o que estava à sua mão!
Certo dia um prisioneiro conseguiu
de suas amarras se libertar!
Buscou a saída em direção à luz
sentiu cegueira com o clarão que produz
e quis de volta ao fundo regressar!
Aos poucos começa a enxergar melhor
e vê a beleza exterior do mundo!
Sente por seus companheiros compaixão
acorrentados há séculos na prisão
e volta para libertá-los do fundo!
Ao testemunhar aos seus camaradas
abnegaram, posto que a vida de seu mundo é escura!
Vivem num universo de perpétua negridão
tenebrosa noite, soturna escuridão
mataram-no, acusando-o de loucura!
Enoque Gabriel, Lorde Égamo
Da obra: “Reflexões, encantos e poesia”
Comentários
Lindo Poema!
Belíssimo poema adorei parabéns sucesso