Sentir é uma forma delicada de existir: é permitir que a vida nos atravesse sem perder a capacidade de nos encantar.
Sentir é uma arte que não se aprende nos livros,
não possui regras, molduras ou explicação.
É pintar os dias com as cores da esperança
e desenhar caminhos com as mãos do coração.
É perceber a beleza no que parece pequeno,
encontrar poesia no simples amanhecer,
é descobrir que até nos dias cinzentos
há alguma razão para florescer.
Sentir é não ter medo da lágrima,
nem vergonha de demonstrar emoção.
É reconhecer que a fragilidade também é força
e que a sensibilidade não é imperfeição.
É deixar-se tocar por uma palavra,
emocionar-se com um gesto de bondade,
enxergar beleza na simplicidade
e reconhecer o valor de cada verdade.
Não se trata de sentir somente alegria,
nem de viver distante da dor.
É acolher todas as estações da existência,
sem perder a capacidade de oferecer amor.
Há quem passe pela vida sem perceber
quantas maravilhas existem ao redor.
Mas quem aprende a sentir verdadeiramente
descobre beleza até em uma flor.
E assim, entre lágrimas e sorrisos,
vou fazendo da existência minha inspiração.
Pois a arte de sentir não está em ser perfeito,
mas em permanecer inteiro na própria emoção.
Que nunca me falte sensibilidade
para enxergar além do que os olhos podem ver,
porque enquanto a alma ainda se emocionar,
sempre haverá poesia para escrever.
Joselia Rodrigues