Poema: Ai, mamãe!
Saga: Diário Oficial da Poesia
Não sei explicar a sensação,
Tampouco descrever a emoção,
Mas me vejo perder o ar
Todas as vezes que te vejo passar.
Oxalá, se meus devaneios fossem festas,
Não fosse apenas olhar e lamber com a testa,
Mas, apresentasse alguma atitude ou reação,
Onde me vejo refém desta paixão.
Ai, mamãe, já cansei de dizer:
Ainda mais diante de tal ditado:
O filho chora e a mãe não vê,
Mas ele tem que lutar por seu legado.
Não é o fato de clamar pra conduzir,
Mas ensinar a lutar e construir,
Ciente de que já se tem o “não”,
E a conquista do “sim” trará a redenção.
Toda árvore produz se for plantada e cultivada.
E quais frutos estou produzindo na jornada?
As escolhas e decisões me levam a riscos,
De consequências duras ou resultados benéficos.
Respeito, valor, amor e lealdade.
Conflitos haverá, mas que prevaleça a verdade.
Ai, mamãe, quem dera, fosse ela e eu
Numa noite enluarada, na mesma cama e no mesmo céu.
(By: Anailton José)