Um Alguém Comum

Nova Iguaçu/RJ
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Escritor Iniciante

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Uma garotinha que, assim que aprendeu a ler, entrou em contato com a poesia através de um concurso para a escola. Ela se encantou pelos prêmios? Não. Ela se encantou pelo mural de poesias dos alunos. Esforçou-se ao máximo para ter a sua poesia exposta naquele mural. No primeiro ano em que tentou, não conseguiu, mas, no segundo ano, fez um poema bem curto, com muito esforço e dedicação. Aquele texto foi selecionado para o mural. A felicidade e o orgulho daquela garotinha deram mais força para que ela pensasse em escrever mais poemas e, no ano seguinte, ela não só foi selecionada novamente para o mural, como também ganhou o concurso em primeiro lugar. Desde esse dia, ela nunca mais saiu do pódio.

Através desse simples concurso de poesia, essa menina se apaixonou pela poesia e, até hoje, talvez menos do que aquela garotinha gostaria, extrai tudo de si. Ao escrever, transformo tudo o que sinto (até o que não sabia que sentia), tudo o que sei (até o que eu achava que não sabia), tudo o que sou (até o que eu achava que não era e nem seria) e ganho um novo prêmio: o autoconhecimento.Talvez o meu eu de garotinha tenha começado a escrever para ganhar, seja um troféu ou um espaço no mural, mas esse início gerou o meu eu do presente, que não escreve para ganhar, escreve para não perder, perder a mim mesma.

Eu, internacionalista, violinista, a filha que não deu trabalho e também a atual casa dessa menininha que, embora às vezes adormeça, ainda segue viva e cultivando o meu amor pela escrita.

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